Reflexão 4 domingo do Tempo Comum

Sofonias 2,3; 3,12-13

Os pobres possuem um local especial na Bíblia. Na época de Jesus as pessoas viam a pobreza como preguiça ou como vingança de Deus, Deus havia se afastado daquela pessoa, mas a pobreza de que fala a Bíblia são os oprimidos, os fracos, os pequenos, etc. É para eles que é feita a promessa, por eles que Jesus vem até nós e se faz um de nós.

1 Coríntios 1,26-31

A comunidade não possuía muita gente importante, não possuía muitos intelectuais, não possuía muitos poderosos, nem muitos nobres, era uma cidade composta basicamente de pessoas simples e humildes. Mas como afirma Paulo, é através dos humildes, dos fracos, dos desprezados que Deus é glorificado, pois eles sabem que sem Deus nada são, são reduzidos a nada, por isso, eles se gloriam no Senhor.

A primeira carta aos Coríntos é anterior a carta aos Romanos e aqui neste versículo 30, Paulo coloca o que um pouco mais a frente serão os temas centrais da carta aos Romanos, que são: Justiça, Santificação e Redenção.

Mateus 5,1-12a

Jesus inicia o evangelho de hoje subindo o monte, provavelmente uma das colinas próximas a Cafarnaum. E após todos se aproximarem começa seu discurso com  as 8 bem-aventuranças. Mateus nos mostra que a felicidade está muito mais ligada a atitudes do que a situações. Está nas consequências não no exercício.

Os pobre de espírito de que trata o sermão não são aqueles que não possuem espiritualidade mas aqueles que se reconhecem pobres diante de Deus, que sabem que sem Deus não são nada.

Os aflitos são frequentes nos salmos e estão quase sempre unidos aos pobre. Poderia até ser uma só bem-aventurança.

Fome e sede são metáforas muito usadas até hoje, significando um desejo muito intenso, uma necessidade muito grande. Neste sentido pode sentir fome e sede de qualquer coisa. No caso do sermão da montanha, Jesus fala em fome e sede de justiça, não uma justiça do homem mas correspondendo ao reinado de Deus, isto é, a justiça divina.

Os puros de coração, ou em algumas traduções os limpos de coração, são aqueles sinceros com Deus, que não se escondem atrás de máscaras ou de rituais externos. A pureza parte de dentro e Jesus ainda promete que estes verão a Deus, isto é uma grande promessa pois nem Moisés alcançou tal graça.

E por fim, os perseguidos, os injuriados, os que são caluniados por causa da justiça, ou pelo reino de Deus terão o reino de Deus, pois não é por causa deles que são perseguidos mas por causa de Deus, como aconteceu com os primeiros cristãos.

Referências Bibliográficas:

  • Bíblia da CNBB
  • Bíblia de Jerusalém
  • Bíblia do Peregrino

Reflexão Marcos 4, 35-41

Enquanto no evangelho de ontem Jesus ficou só no discurso (parábolas), hoje Ele partiu para prática e o lago de Genesaré é o cenário perfeito para isso. E com muitos traços realistas Marcos descreve bem a cena, facilitando para que todos possam imaginar o ocorrido. O oceano (ou ainda neste caso o lago de Genesaré) simboliza o caos e a morte. Continuar lendo Reflexão Marcos 4, 35-41

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